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Se preferir sem som, clique no stop (no quadradinho) do player acima.
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Caminhos que nos levam:
“Noites Sem Fim I”
“Seu Presente...Seu Sonho...”
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Caminhantes desta estrada:
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Nossos Arquivos:
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Links que recomendamos:
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Um
Poema que vos deixo...
Não
tenhas medo, ouve:
É
um poema
Um
misto de oração e de feitiço...
Sem
qualquer compromisso,
Ouve-o
atentamente,
De
coração lavado.
Poderás
decorá-lo
E
rezá-lo
Ao
deitar
Ao
levantar,
Ou
nas restantes horas de tristeza.
Na
segura certeza
De
que mal não te faz.
E
pode acontecer que te dê paz...
(Miguel
Torga in "Diário XIII")
£a£i
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Caminhantes desta estrada:
*Dixie*
caipira®
MONALISA
Mendigo.
ºsonhadoraº/ctba
Romantico
Mendi
Eu.
Liz
Nick
¬¬¢aro£¬¬
Jack (Wooz)
![]()
Carrapata
AnnaTerra©/RS
*pretinha*
Petuti
Vë®ÐåÐë Pøë†ï¢å(M)
TEMPORAL
Maria*
•K•N•Z•
Frida...
Manoel Denys (Tonto)
Simone®
EXPERT
Ðistraíd@™
Isabel*
Kastrup CWBA
ApenasUmaLagrima®
*Nina*
MinaRebeldi
ô_ô filho da mãe®
Hellen
Moça de 40 e poucos
..
~~~peixinha~~~
..
Lord W
ALEX-54
Lu@na
Cavaleiro_Negro
Angel §*.*§
{só}letrando
Kássya (Avessa a Hortelã)
Pão*TiMel*

Silencio
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Isabel**
*ß룣zïñhä*
![]()
Rose Mori
Virgílio
Mendi® e CorcelNegro®
uMå nøtå §ø / M
S2 nø Þårtïø®(Fem)
Morador de Lua
(Loirinho Bombril)
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Nossas visitas...comentem também!


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Templates LaLi
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21/03/2007
(Rio de Janeiro RJ, 1865-1918) começou os cursos de Medicina, no Rio, e Direito, em São Paulo, mas não chegou a concluir nenhuma das faculdades. Em 1884 seu soneto Nero foi publicado na Gazeta de Notícias, do Rio de Janeiro. Em 1887 iniciou carreira de jornalista literário e, em 1888, teve publicado seu primeiro livro, Poesias. Nos anos seguintes, publicaria crônicas, conferências literárias, discursos, livros infantis e didáticos, entre outros. Republicano e nacionalista, escreveu a letra do Hino à Bandeira e fez oposição ao governo de Floriano Peixoto. Foi membro-fundador da Academia Brasileira de Letras, em 1896.
Em 1907, foi o primeiro a ser eleito “príncipe dos poetas brasileiros”, pela revista Fon-Fon. De 1915 a 1917, fez campanha cívica nacional pelo serviço militar obrigatório e pela instrução primária. Destaca-se em sua obra poética o livro póstumo Tarde (1919). Parte das crônicas que escreveu em mais de 20 anos de jornalismo está reunida em livros, entre os quais Vossa Insolência (1996). Bilac, autor de alguns dos mais populares poemas brasileiros, é considerado o mais importante de nossos poetas parnasianos. No entanto, para o crítico João Adolfo Hansen, "o mestre do passado, do livro de poesia escrito longe do estéril turbilhão da rua, não será o mesmo mestre do presente, do jornal, a cronicar assuntos cotidianos do Rio, prontinho para intervenções de Agache e a erradicação da plebe rude, expulsa do centro para os morros".
Sacrilégio
Como a alma pura, que teu corpo encerra,
Podes, tão bela e sensual, conter?
Pura demais para viver na terra,
Bela demais para no céu viver.
Amo-te assim! - exulta, meu desejo!
É teu grande ideal que te aparece,
Oferecendo loucamente o beijo,
E castamente murmurando a prece!
Amo-te assim, à fronte conservando
A parra e o acanto, sob o alvor do véu,
E para a terra os olhos abaixando,
E levantando os braços para o céu.
Ainda quando, abraçados, nos enleva
O amor em que me abraso e em que te abrasas,
Vejo o teu resplandor arder na treva
E ouço a palpitação das tuas asas.
Em vão sorrindo, plácidos, brilhantes,
Os céus se estendem pelo teu olhar,
E, dentro dele, os serafins errantes
Passam nos raios claros do luar:
Em vão! - descerras úmidos, e cheios
De promessas, os lábios sensuais,
E, à flor do peito, empinam-se-te os seios,
Ameaçadores como dois punhais.
Como é cheirosa a tua carne ardente!
Toco-a, e sinto-a ofegar, ansiosa e louca.
Beijo-a, aspiro-a... Mas sinto, de repente,
As mãos geladas e gelada a boca:
Parece que uma santa imaculada
Desce do altar pela primeira vez,
E pela vez primeira profanada
Tem por olhos humanos a nudez...
Embora! hei de adorar-te nesta vida,
Já que, fraco demais para perdê-la,
Não posso um dia, deusa foragida,
Ir amar-te no seio de uma estrela.
Beija-me! Ficarei purificado
Com o que de puro no teu beijo houver;
Ficarei anjo, tendo-te ao meu lado:
Tu, ao meu lado, ficarás mulher.
Que me fulmine o horror desta impiedade!
Serás minha! Sacrílego e profano,
Hei de manchar a tua castidade
E dar-te aos lábios um gemido humano!
E à sombria mudez do santuário
Preferirás o cálido fulgor
De um cantinho da terra, solitário,
Iluminado pelo meu amor...
Homenagem de *Petuti* e *Pretinha* a Olavo Bilac ...

A Equipe Noites tem a honra de apresentar e homenagear uma das mais dedicadas colaboradoras do Noites.
ºsonhadoraº/ctba por ela mesma:
Profissão: Artes
Escritora Amadora
Curitiba/PR - Brasil
"Tenho 3 filhos , adoro poesias , sempre escrevi. Pena que perdi muita coisa pois escrevia nos cadernos de escola. Sou formada em psicologia e filosofia, adoro a vida e sou uma eterna sonhadora. Sou Angela."
O recanto onde guardo meus escritos:
Página no Recanto das Letras: http://www.recantodasletras.com.br/autor.php?id=41
VOCÊ MEU HOMEM
Quando o vi senti no ar
Que havia muito mais
Do que nossos
Olhos diziam...
Um beijo profundo nos uniu
Tão perfeita harmonia
Queríamos ali mesmo
Nos tocar...
Mas você me levou
Para um lugar.
Só nosso nunca antes
Imaginado ou visitado...
Você me amou, eu te amei.
Como nunca havíamos...
Amado antes
Seu fogo me incendiou...
Sua boca procurando
O âmago da minha sexualidade
E você todo carinho
Possui-me por inteiro
Fazendo com que o paraíso
Fosse junto de você,
Sendo um só corpo
O nosso corpo...
[Angela]

Para Perpetual dedicamos este poema...
ENTRE O SONO E SONHO
Fernando Pessoa
Entre o sono e sonho,
Entre mim e o que em mim
É o quem eu me suponho
Corre um rio sem fim.
Passou por outras margens,
Diversas mais além,
Naquelas várias viagens
Que todo o rio tem.
Chegou onde hoje habito
A casa que hoje sou.
Passa, se eu me medito;
Se desperto, passou.
E quem me sinto e morre
No que me liga a mim
Dorme onde o rio corre —
Esse rio sem fim.
Agradecemos a nossa amiga Perpetual , pelo lindo trabalho que faz do nosso BLOG "Noites Sem Fim" o sucesso que é.
Beijos em seu coração
« §mi£ë » e °sonhadora°


Florbela Espanca
Minh’alma, de sonhar-te, anda perdida.
Meus olhos andam cegos de te ver!
Não és sequer razão do meu viver,
Pois que tu és já toda a minha vida!
Não vejo nada assim enlouquecida...
Passo no mundo, meu Amor, a ler
No misterioso livro do teu ser
A mesma história tantas vezes lida!
“Tudo no mundo é frágil, tudo passa...”
Quando me dizem isto, toda a graça
Duma boca divina fala em mim!
E, olhos postos em ti, digo de rastros:
“Ah! Podem voar mundos, morrer astros,
Que tu és como Deus: Princípio e Fim!...”
Homenagem de £å£i

É bem verdade que Poesia e Música andam de mãos dadas.
Não poderia apresentar uma sem lembrar a outra.
E de mãos dadas percorremos noites sem fins os caminhos da música e da poesia.
Fazemos de uma o complemento da outra.
E quando lemos em voz alta um poema, a voz torna-se música para os ouvidos.
E quando ouvimos silenciosamente uma música, ela é a poesia que imaginamos ler.
E quando lemos um lindo poema ao som de uma linda música... ai o mundo é perfeito.

Se eu fosse apenas uma rosa,
com que prazer me desfolhava,
já que a vida é tão dolorosa
e não te sei dizer mais nada!
Se eu fosse apenas água ou vento,
com que prazer me desfaria,
como em teu próprio pensamento
vais desfazendo a minha vida!
Perdoa-me causar-te a mágoa
desta humana, amarga demora!
- de ser menos breve do que a água,
mais durável que o vento e a rosa...
Cecilia Meireles

Música - “arte de combinar harmoniosamente vários sons, frequentemente de acordo com regras definidas”. Do grego mousiké, «relativo às musas», pelo latim musìca, «música; poesia».
Poesia - “arte que se distingue tradicionalmente da prosa pela composição em verso e pela organização rítmica das palavras, aliada a recursos estilísticos e imagéticos próprios”. Do grego poíesis, «acção de fazer alguma coisa», pelo italiano poesia, «poesia».
Música e Poesia… Uma combinação perfeita !!! Tudo é arte…
= §nïpër =

Porque os outros se mascaram mas tu não
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão
Porque os outros têm medo mas tu não
Porque os outros são os túmulos caiados
Onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.
Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendo.
Porque os outros são hábeis mas tu não.
Porque os outros vão à sombra dos abrigos
E tu vais de mãos dadas com os perigos.
Porque os outros calculam mas tu não.
Sophia de Mello Breyner

Encerramos com nosso amigo = §nïpër = um lindo Blog... faço hoje o último post, e deixo nosso carinho e estima por todos estiveram participando do nosso "Noites sem Fim", que foi todo feito de sonhos, amôres, paixões...e músicas...
que essa chama nunca apague...
Beijos e felicidades a todos...em meu nome e em nome de toda a Equipe...£å£i.


20/03/2007
E como hoje, 20 de março, é o DIA DO BLOGUEIRO, a Sandra Vls nos presenteia com uma homenagem especial do poeta ARAMIS sobre a data. Somos blogueiros, blogueiros poetas, blogueiros "copiadores de poetas", blogueiros leitores, Blogueiros do Bem.

A RESPONSABILIDADE DOS BLOGUEIROS
Somos “BLOGUEIROS”; Que bom!
Temos nosso ego massageado a cada vez que lemos um comentário que nos agrada. E nos magoamos ou nos irritamos, quando estes são contrários.
Porém, quase nunca, ou a maioria de nós, não enxerga a nossa verdadeira importância e responsabilidade.
Somos os condutores daquilo que cobramos das autoridades. Somos para muitos a luz de uma cegueira imposta. Somos “BLOGUEIROS”.
Possuímos o dom e a oportunidade das palavras. Muitas vezes de nossa própria autoria. Em outras, cuidadosamente selecionada através de nossos sentimentos. E somos lidos e sentidos por milhões de pessoas.
Somos formadores de opiniões, (pensem bem nisso).
A nossa responsabilidade vai além de uma declaração de amor à pessoa amada, por este maravilhoso veículo chamado “INTERNET”. Ou de um ato rebelde de desagravo, por um mau momento político ou social vivido. Temos a responsabilidade de levarmos o conhecimento às pessoas. Mesmo que involuntariamente, estamos fazendo a nossa parte. Devemos nos conscientizar disso.
Mas alguns dirão: - Apenas uma pequena casta da sociedade tem acesso ao computador e cultura suficiente para entender os BLOGS, ou mesmo interesse.
Aí eu respondo: - De uma pequena e ínfima semente germinada, é que nascerá a macieira cujo seus frutos saciarão a fome do saber. Estamos criando uma nova sociedade e ainda não nos apercebemos disso.
Pensem, que talvez nesse exato momento, lá no “sertãozão” do interior do país, em uma pequena escola, uma professora primária esteja apresentando a seus alunos, esfomeados do saber, o que é essa maquina maravilhosa e esse veiculo futurista chamado “internet”.
E ela por curiosidade abre a página do “Blog” de um de nós e se deleita com nossas palavras. Pronto, lá estamos nós influenciando uma nova geração.
Portanto, temos além do prazer de levarmos lindas palavras a quem nos lê, a responsabilidade de, por sermos formadores de opiniões, ensinarmos e passarmos a idéia de que é necessário que cada um saiba pensar por si próprio. E não esperar que pensem ou decidam por nós. “SOMOS BLOGUEIROS”
ARAMIS – 06/03/07.

Måri@Rita® homenageia: Fernanda Guimarães poetisa cearense e mora em Fortaleza. Grande poetisa, surgiu em meio à democratização da cultura na Internet, mas chegou para ficar. Segundo ela mesma, "Minha paixão: a vida e todos os caminhos do coração quefazem meus passos melhores. Aprendiz, intuitiva e sonhadora. Realidade para mim é o sonho de alguém que acreditou."

Amanhã
Amanhã
Não acordarão restos de trevas em mim
Descobrirei pássaros a cantar em meus olhos
E voaremos descalços em cada alvorada
Amanhã
Não me permitirei a couraça da solidão
Nem enclausurarei palavras estéreis em meu coração
Darei guarida ao vento, espalhando sem pejo meus sonhos
Amanhã
Não esperarei o tempo escorrer em meus dedos
Nem entre novelos tecerei tristezas e lágrimas
Pintarei de arco-íris a aquarela que agoniza em meu peito
Amanhã
Não deixarei que semeiem pântanos ao meu redor
Nem que fossos me distanciem dos meus desejos
Sempre haverá uma primavera desabrochando em mim
Amanhã
Não naufragarei minhas esperanças e alegrias
Na letargia afônica das minhas mãos
Navegarei sem temor pelos oceanos das oportunidades
Amanhã
Não confiarei apenas ao destino meus sorrisos
Nem permitirei que meus lábios emudeçam carinhos
Engravidarei de sol, iluminando o ventre do mundo
Amanhã
Não me perderei em meus labirintos de impossibilidades
Nem deixarei qualquer dor me estilhaçar
Ainda que permaneça cristal...
Nandinha Guimarães

Minha homenagem para essas mulheres gaúchas que tanto contribuem para nossa cultura! « §mi£ë »

"Não existe isso de homem escrever com vigor e
mulher escrever com fragilidade.
Puta que pariu, não é assim. Isso não existe.
É um erro pensar assim.
Eu sou uma mulher.
Faço tudo de mulher, como mulher.
Mas não sou uma mulher que necessita de ajuda de um homem.
Não necessito de proteção de homem nenhum.
Essas mulheres frageizinhas, que fazem esse gênero,
querem mesmo é explorar seus maridos.
Isso entra também na questão literária.
Não existe isso de homens com escrita vigorosa,
enquanto as mulheres se perdem na doçura.
Eu fico puta da vida com isso.
Eu quero escrever com o vigor de uma mulher.
Não me interessa escrever como homem."
Lya Luft


Canção na plenitude
Não tenho mais os olhos de menina
nem corpo adolescente, e a pele
translúcida há muito se manchou.
Há rugas onde havia sedas, sou uma estrutura
agrandada pelos anos e o peso dos fardos
bons ou ruins.
(Carreguei muitos com gosto e alguns com rebeldia.)
O que te posso dar é mais que tudo
o que perdi: dou-te os meus ganhos.
A maturidade que consegue rir
quando em outros tempos choraria,
busca te agradar
quando antigamente quereria
apenas ser amada.
Posso dar-te muito mais do que beleza
e juventude agora: esses dourados anos
me ensinaram a amar melhor, com mais paciência
e não menos ardor, a entender-te
se precisas, a aguardar-te quando vais,
a dar-te regaço de amante e colo de amiga,
e sobretudo força — que vem do aprendizado.
Isso posso te dar: um mar antigo e confiável
cujas marés — mesmo se fogem — retornam,
cujas correntes ocultas não levam destroços
mas o sonho interminável das sereias.
Martha Medeiros


Quando chegar...
quando chegar aos 30
serei uma mulher de verdade
nem Amélia num ninguém
um belo futuro pela frente
e um pouco mais de calma talvez
e quando chegar aos 50
serei livre, linda e forte
terei gente boa ao lado
saberei um pouco mais do amor
e da vida quem sabe
e quando chegar aos 90
já sem força, sem futuro, sem idade
vou fazer uma festa de prazer
convidar todos que amei
registrar tudo que sei
e morrer de saudade
Martha Medeiros


O que é o amor?
Já falou-se tanto em amor, amizade e paixão...
Que tal falarmos do que NÃO é amor ?
Se você precisa de alguém para ser feliz, isso não é amor.
É carência.
Se você tem ciúme, insegurança e faz qualquer coisa para conservar alguém ao seu lado, mesmo sabendo que não é amado, e ainda diz que confia nessa pessoa, mas não nos outros, que lhe parecem todos rivais, isso não é amor. É falta de amor próprio.
Se você acredita que "ruim com ela(e), pior sem ela(e)", e sua vida fica vazia sem essa pessoa; não consegue se imaginar sozinho e mantém um relacionamento que já acabou só porque não tem vida própria - existe em função do outro - isso não é amor. É dependência.
Se você acha que o ser amado lhe pertence; sente-se dono(a) e senhor(a) de sua vida e de seu corpo; não lhe dá o direito de se expressar, de ter escolhas, só para afirmar seu domínio, isso não é amor. É egoísmo. Se você não sente desejo; não se realiza sexualmente; prefere nem ter relações sexuais com essa pessoa, porém sente algum prazer em estar ao lado dela, isso não é amor. É amizade.
Se vocês discutem por qualquer motivo; morrem de ciúmes um do outro e brigam por qualquer coisa; nem sempre fazem os mesmos planos; discordam em diversas situações; não gostam de fazer as mesmas coisas ou ir aos mesmos lugares, mas sexualmente combinam perfeitamente, isso não é amor. É desejo.
Se seu coração palpita mais forte; o suor torna-se intenso; sua temperatura sobe e desce vertiginosamente, apenas em pensar na outra pessoa, isso não é amor. É paixão.
Agora, sabendo o que não é amor, fica mais fácil analisar, verificar o que está acontecendo e procurar resolver a situação. Ou se programar para atrair alguém por quem sinta carinho e desejo; que sinta o mesmo por você, para que possam construir um relacionamento equilibrado no qual haja, aí sim, este é o verdadeiro e eterno AMOR. Meu pai disse-me um dia: "Filho... você terá três tipos de pessoa na sua vida: - Uma AMIGA,aquela pessoa que você terá sempre em grande estima, que você sabe que poderá contar sempre; que bastará você insinuar que está precisando de ajuda e a ajuda está sendo dada;
- Uma AMANTE, aquela pessoa que faz o seu coração pulsar; que fará com que você flutue e nada importará quando vocês estiverem juntos;
- Uma PAIXÃO, aquela pessoa que você amará, desejará incondicionalmente, às vezes nem lhe importanto se ela lhe quer ou não, e talvez ela nem fique sabendo disso.
Mas, se você conseguir reunir essa três pessoas numa só - pode ter certeza meu filho - Você terá encontrado a felicidade."
Homenagem anônima a Augusto Schimanski - 1928/1973

Homenagem de °sonhadora° ... Vinicius de Moraes

Soneto a Katherine Mansfield
O teu perfume, amada — em tuas cartas
Renasce, azul... — são tuas mãos sentidas!
Relembro-as brancas, leves, fenecidas
Pendendo ao longo de corolas fartas.
Relembro-as, vou... nas terras percorridas
Torno a aspirá-lo, aqui e ali desperto
Paro; e tão perto sinto-te, tão perto
Como se numa foram duas vidas.
Pranto, tão pouca dor! tanto quisera
Tanto rever-te, tanto!... e a primavera
Vem já tão próxima! ...(Nunca te apartas
Primavera, dos sonhos e das preces!)
E no perfume preso em tuas cartas
À primavera surges e esvaneces.
*
Vinicius, com este soneto, presta uma homenagem a Katherine Mansfield, nascida da Nova Zelândia e desde há muito considerada uma das melhores escritoras da língua inglesa. Extraído do livro 'Vinicius de Moraes - Poesia Completa e Prosa', Editora Nova Aguilar - Rio de Janeiro, 1998, pág. 250. Abaixo, a tradução do soneto para a língua inglesa, realizada por Regina Werneck:
Sonnet to Katherine Mansfield
Your perfume, beloved — in your letters
Reborn, blue...— it's your afflicted hands!
I remember them white, light, withered
Pending along abundant corollas.
I remember them, I go... in lands gone through
I inhale it again, here and there awakened
I stop; and so close I feel you, so close
As if in one we had two lives.
Weeping, so little pain! so much I wished
So much to see you again, so much!... and the spring
Already comes so close!... (will you never part
Spring, from dreams and from prayers!)
And in the imprisoned perfume in your letters
To the spring appears and evanesces.


Violetas
lá fora chove
e nada do que digo
é o que queria dizer
: estou imóvel
e tenho a pressa de uma presa sem saída
ante o felino
eternamente a preparar
o bote sem desejo
– e a agonia poreja das paredes
asas coladas
voltamos ao casulo
viscosos seres
unidos no tormento
de um antigo momento que não volta
além dessas janelas
a vida comemora seus enigmas
quatro estações e luas
e o vento vibra
por suas ruas e praças
em curva infiltração
apodrecemos
violetas
o caule a desfazer-se
Adelaide Amorim
Homenagem de £å£i


Liberdade
Aqui nesta praia onde
Não há nenhum vestígio de impureza,
Aqui onde há somente
Ondas tombando ininterruptamente,
Puro espaço e lúcida unidade,
Aqui o tempo apaixonadamente
Encontra a própria liberdade.
[Sophia de Mello Breyner Andresen]
Homenagem de Perpetual Nigth

19/03/2007

A SEMANA DA POESIA
A semana da poesia, a semana das palavras e dos sentimentos. Qual o real valor das palavras?
Já foi dito: “AS PALAVRAS O VENTO AS LEVA”
Eu ousaria dizer: “AS PALAVRAS TEM O PODER DA ESPADA E DA PÁ DO PEDREIRO”. Pode-se apenas com elas se derrubar governos. Criar-se um povo, ou edificar-se civilizações inteiras.
Os homens são eternizados por suas palavras em forma de frases: (SE DEZ VIDAS EU TIVESSE, DEZ VIDAS DARIA POR ESTA MESMA CAUSA – TIRADENTES) – (A TERRA É AZUL – YURI GAGARIN) – (DEIXO A VIDA PARA ENTRAR NA HISTÓRIA – GETULIO VARGAS) E tantos outros.
As palavras em forma de poesias também eternizam seus autores e influenciam várias gerações. Pois a poesia transcende ao tempo e espaço. A poesia ao entrar por nossos olhos, ao lê-las. Por nossos ouvidos, ao escutá-las. Ou por nossas mãos ao tateá-las em braille, como cegos. Transformam-se em sentimentos e mudam vidas.
Esta homenagem que está sendo feita à esses e essas imortais da literatura mundial, nada mais é, do que um ínfimo reconhecimento pela grandiosidade de seus feitos na utilização das lâminas ou das pétalas das palavras por eles e elas lançadas ao ar.
Não citarei nomes dos grandes poetas e poetisas, para não cometer a injustiça de deixar alguns sem serem mencionados. O que seria um erro imperdoável.
Quero parabenizar à toda equipe do “NOITES SEM FIM” e a todos que participaram destas homenagens. E por esse banho de cultura, que gostaria com todo o meu ardor, de que todos os brasileiros pudessem ter acesso.
Está lançada a semente. Que ela germine.
MEU CARINHO E MEU RESPEITO A TODOS...
ARAMIS – 18/03/07.
Minha homenagem ao maior poeta gaúcho, Jayme Caetano Braun!!!

Amargo
Velha infusão gauchesca
De topete levantado
O porongo requeimado
Que te serve de vazilha
Tem o feitio da coxilha
Por onde o guasca domina,
E esse gosto de resina
Que não é amargo nem doce
É o beijo que desgarrou-se
Dos lábios de alguma china!
A velha bomba prateada
Que atrás do cerro desponta
Como uma lança de ponta
Encravada no repecho
Assim jogada ao desleixo
Até parece que espera
O retorno de algum cuera
Esparramado do bando
Que decerto anda peleando
Nalgum rincão de tapera!
Velho mate-chimarrão
As vezes quando te chupo
Eu sinto que me engarupo
Bem sobre a anca da história,
E repassando a memória
Vejo tropilhas de um pêlo
Selvagens em atropelo
Entreverados na orgia
Dos passes de bruxaria
Quando o feiticeiro inculto
Rezava o primeiro culto
Da pampeana liturgia!
Nessa lagoa parada
Cheia de paus e de espuma
Vão cruzando uma, por uma,
Antepassadas visões
Fandangos e marcações
Entreveros e bochinchos
Clarinadas e relinchos
Por descampados e grotas,
E quando tu te alvorotas
No teu ronco anunciador
Escuto ao longe o rumor
De uma cordeona floreando
E o vento norte assobiando
Nos flecos do tirador!
Sangue verde do meu pago
Quando o teu gosto me invade
Eu sinto necessidade
De ver céu e campo aberto
É algum mistério por certo
Que arrebentando maneias
Te faz corcovear nas veias
Como se o sangue encarnado
Verde tivesse voltado
Do curador das peleias!
Gaudéria essência charrua
Do Rio Grande primitivo
Chupo mais um, pra o estrivo
E campo a fora me largo,
Levando o teu gosto amargo
Gravado em todo o meu ser,
E um dia quando morrer,
Deus me conceda esta graça
De expirar entre a fumaça
Do meu chimarrão querido
Porque então irei ungido
Com água benta da raça!!!
Jayme Caetano Braun
Homenagem de « §mi£ë »
E a Equipe Noites homenageia mais esta blogueira/poeta que nos encanta com seus versos falando de amor.
*Ðistraíd@™
Distraidamente derrama melodias e suavidade por onde passa. A ela nosso carinho e agradecimento pela valiosa colaboração.

Em todos os idiomas que se pode escrever
a linguagem do poeta é eterna
navega em suas fontes emotivas
como as ondas do mar
deixa-se flutuar um barco a deriva
fecunda os seus amores em versos
em mãos liberta suas fusões
dilacera seus temores
realça seus amores.
E FIM...

Em sonhos escondidos,choros sufocados
esperanças de quem,já não encontra algum caminho
céu nublado, corpo inerte
sem vida!
só sombras à vagar
solidão!
passos tímidos
cansados
coração dilacerado
espera de movimentos
procurados,desencontrados
destemido ,vaga na poesia
da mesma calma
que um dia já teve,
conteve...
lembranças de quem..
já não existe.
crateras escondidas
na soleira do adeus
nuvens espalhadas
no espaço
de um mundo perdido
sem cor, sem vida
sem motivos para sonhar
apenas um sonho....
inacabado
~~~peixinha~~~ homenageia Louise Tommasi, num rasgo de erotismo, caracterísca marcante nos poemas dessa poetisa.

"Um copo na mão
um papel em branco
e um coração lotado
de coisas para dizer"
Deixa eu sugar
a doçura que da tua boca escorre
e encharca a tua roupa amarrotada
de tanto me amassar
Deixa eu adivinhar o desenho do teu corpo
com a minha mão suada e quente
de tanto te desbravar
Deixa que eu saia do texto, do contexto
na multiplicidade do chegar ao topo
do meu te assanhar
percorrendo milimetricamente
o canal que escoa
a minha fina garoa
do teu me provocar
Recuperando suave os sentidos
sussurra baixinho no ouvido
que adorou me amar
Louise Tommasi
18/03/2007

JOSÉ
Carlos Drummond de Andrade
E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José ?
e agora, você ?
você que é sem nome,
que zomba dos outros,
você que faz versos,
que ama protesta,
e agora, José ?
Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José ?
E agora, José ?
Sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,
seu terno de vidro,
sua incoerência,
seu ódio - e agora ?
Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
José, e agora ?
Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse…
Mas você não morre,
você é duro, José !
Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja a galope,
você marcha, José !
José, pra onde ?
Homengem de °sonhadora°
Minha homenagem ao poeta,monge e sacerdote, que soube descrever em palavras todo seu viver em clausura. O meu mais profundo respeito. Luís José Junqueira Freire nasceu em Salvador em 1832 e faleceu no mesmo local em 1855. O monge beneditino, sacerdote e poeta, nasceu e morreu em Salvador. Por motivos familiares, ingressou na Ordem dos Beneditinos em 1851 e permaneceu enclausurado até 1854, quando lhe foi concedida a secularização, que lhe permitiria libertar-se da disciplina imposta pela igreja, embora continuasse a ser sacerdote, devido aos votos perpétuos. As dramáticas e desesperadas experiências que Junqueira Freire passou dentro do sacerdócio, e dentro do convívio familiar, irão refletir-se em toda a sua obra poética, fortemente autobiográfica. Nela se pode constatar a notória crise de morais e conceitos com que a igreja convivia no século XIX, refletida nos seus versos, onde é marcante todo o seu conflito entre a vida religiosa e a revolta com os fatos que presenciou dentro dela. Sua falta de vocação e seu desejo ardente pelos prazeres do mundo também são expressos com um forte lirismo e ao mesmo tempo com um constante pessimismo e tristeza. O amor, contrastando com a sexualidade reprimida, a consciência do pecado e o sentimento de culpa, levam-no várias vezes a desejar ardorosamente a cura e o alívio da morte, dando-lhe a afinidade de uma amiga portadora da paz eterna.

Soneto
Arda de raiva contra mim a intriga,
Morra de dor a inveja insaciável;
Destile seu veneno detestável
A vil calúnia, pérfida inimiga.
Una-se todo, em traiçoeira liga,
Contra mim só, o mundo miserável.
Alimente por mim ódio entranhável
O coração da terra que me abriga.
Sei rir-me da vaidade dos humanos;
Sei desprezar um nome não preciso;
Sei insultar uns cálculos insanos.
Durmo feliz sobre o suave riso
De uns lábios de mulher gentis, ufanos;
E o mais que os homens são, desprezo e piso.
Homenagem de Mendigo.
Alice Ruiz nasceu em Curitiba, PR, em 22 de janeiro de 1946. Começou a escrever contos com 9 anos de idade, e versos aos 16. Foi "poeta de gaveta" até os 26 anos, quando publicou, em revistas e jornais culturais, alguns poemas. Mas só lançou seu primeiro livro aos 34 anos. Aos 22 anos casou com Paulo Leminski e pela primeira vez, mostrou a alguém o que escrevia. Surpreso, Leminski comentou que ela escrevia haikais, termo que até então Alice não conhecia. Mas encantou-se com a forma poética japonesa, passando então estudar com profundidade o haicai e seus poetas, tendo traduzido quatro livros de autores e autoras japonesas, nos anos 1980. Teve três filhos com o poeta: Miguel Ângelo Leminski, Áurea Alice Leminski e Estrela Ruiz Leminski. Alice convence a gente que no fundo de cada um existe um poeta louco pra despertar, e descobrimos surpresos que sim, é possível!

Teu corpo seja brasa
teu corpo seja brasa
e o meu a casa
que se consome no fogo
um incêndio basta
pra consumar esse jogo
uma fogueira chega
pra eu brincar de novo
Alice Ruiz
Homengem de Mendigo.
CLARICE LISPECTOR
"Eu escrevo sem esperança de que o que eu escrevo altere qualquer coisa.
Não altera em nada...
Porque no fundo a gente não está querendo alterar as coisas.
A gente está querendo desabrochar de um modo ou de outro..."

Precisão
O que me tranqüiliza
é que tudo o que existe,
existe com uma precisão absoluta.
O que for do tamanho de uma cabeça de alfinete
não transborda nem uma fração de milímetro
além do tamanho de uma cabeça de alfinete.
Tudo o que existe é de uma grande exatidão.
Pena é que a maior parte do que existe
com essa exatidão
nos é tecnicamente invisível.
O bom é que a verdade chega a nós
como um sentido secreto das coisas.
Nós terminamos adivinhando, confusos,
a perfeição
Homenagem de « §mi£ë »

18/03/2007
De: Glorinha-)
Deixo aqui minha sincera homenagem a Vinicius de Moraes, grande poeta brasileiro, tocante, profundo e maravilhoso... Ofereço essa obra prima a minha querida Perpetual, que me fez acordar para essa arte maravilhosa que é a poesia, a tempos esquecida por muitos,
Grande beijo.

Soneto da fidelidade
De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa (me) dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure
18/03/2007
Nossa homenagem a mais uma poeta blogueira do Noites que nos encanta com seus versos...a poetinha Angel §*.*§

Noite Ardente
Sonhando... Caminho pela noite extasiada
Na companhia de uma lua ensolarada
E minha sombra, por sua luz delineada!
Ouço passos... Mas, não são os meus!
Serão esses, os de minha sombra
Que ao rodopiar me deixa tonta?!
Não... Ledo engano o meu!
O som que meu sentido absorveu
É peculiar dos passos teus!
Vem... Espero por você ansiosamente
Embriagada por teu perfume entorpecente
Que antecede tua silhueta envolvente!
Será coisa da minha mente?!
Estou a sonhar novamente
Com você irradiante à minha frente?!
Ai... Que dúvida latente
Esta que se faz presente
Criando pensamentos reticentes!
Inconsequente... Torno-me amante caliente
E como cúmplices deste amor incandescente:
A lua resplandecente... As sombras reluzentes...Você e o duende!
Ju Mattos
18/03/2007
Noites Sem Fim homenageia, Joaquim Maria Machado de Assis. Poeta, romancista, novelista, contista, cronista, dramaturgo, ensaísta e crítico, nasceu e morreu na cidade do Rio de Janeiro, respectivamente, em 21/06/1839 e 29/09/1908. Sua obra tem raízes nas tradições da cultura européia e transcende a influência das escolas literárias nacionais.Sua obra divide-se em duas fases, uma romântica e outra parnasiano-realista, quando desenvolveu seu inconfundível estilo desiludido, sarcástico e amargo.O domínio da linguagem é sutil e o estilo é preciso, reticente. O humor pessimista e a complexidade do pensamento, além da desconfiança na razão (no seu sentido cartesiano e iluminista), fazem com que se afaste de seus contemporâneos. Publicou quatro livros de poesia. "Crisálidas" (1864) e "Falenas" (1870) mostram nítida influência de Castro Alves, com alguma pregação dos ideais de liberdade. Em "Americanas" (1875) as influências alencarinas são patentes, e o próprio Machado vale-se do recurso da metalinguagem externa em uma importante advertência inicial de que o assunto do livro não era unicamente os aborígenes brasileiros. "Ocidentais" (1901) já mostra elementos do realismo: ironia, niilismo, recuperação do tempo perdido. É a referência clássica da literatura brasileira, considerado o maior escritor do país e um mestre da língua.

Relíquia íntima
Ilustríssimo, caro e velho amigo,
Saberás que, por um motivo urgente,
Na quinta-feira, nove do corrente,
Preciso muito de falar contigo.
E aproveitando o portador te digo,
Que nessa ocasião terás presente,
A esperada gravura de patente
Em que o Dante regressa do Inimigo
Manda-me pois dizer pelo bombeiro
Se às três e meia te acharás postado
Junto à porta do Garnier livreiro:
Senão, escolhe outro lugar azado;
Mas dá logo a resposta ao mensageiro,
E continua a crer no teu Machado.
Machado de Assis
Noites Sem Fim homenageia, Humberto de Campos em Miritiba, nascido em Maranhão, em 25.10.1886, filho de Joaquim Veras e Anna de Campos. Em 1910, publica seu primeiro livro de poesias, "Poeira", ao qual se seguiram mais dois, que, em 1933, são agrupados num só volume sob o nome de "Poesias Completas". Em 1918, publica seu primeiro livro de prosa "Seara de Booz", constituído de pequenos artigos escritos entre 1915 e 1916, sob o pseudônimo de Micromegas. A este se seguiram, entre outros, Mealheiro de Agripa, Crítica ( em 4 volumes), Carvalho e Roseiras, Sombras que sofrem, Os Párias, Destinos, Memórias, Memórias Inacabadas, O Monstro e outros contos, Sepultando os meus mortos, Lagartas e Libélulas, À sombra das tamareiras e Notas de um diarista..Em 1919, entra para a Academia Brasileira de Letras. "Dele, seu biógrafo Macário de Lemos Picanço diz o seguinte: "Poeta, anedotista, contista, ensaísta, cronista, autobiografista, a obra literária de Humberto de Campos apresenta altos e baixos, mas o que é alto tem a claridade da luz e a simplicidade das almas sãs. Possuidor de estilo fácil, corrente, sem as frases empoladas, qualquer pessoa podia compreendê-lo. Não tinha artifícios, não tinha preocupação de retumbância. Ao contrário, escrevia com a maior naturalidade e as fantasias, as imagens, as expressões poéticas lhe vinham sem esforço. Faleceu em 5.12.1934, aos 48 anos de idade.

DOR
Humberto campos
"Há de ser uma estrada de amarguras
a tua vida. E andá-la-ás sozinho,
vendo sempre fugir o que procuras
disse-me um dia um pálido advinho.
"No entanto, sempre hás de cantar venturas
que jamais encontraste... O teu caminho,
dirás que é cheio de alegrias puras,
de horas boas, de beijos, de carinho..."
E assim tem sido... Escondo os meus lamentos:
É meu destino suportar sorrindo
as desventuras e os padecimentos.
E no mundo hei de andar, neste desgosto,
a mentir ao meu íntimo, cobrindo
os sinais destas lágrimas no rosto
Noites Sem Fim homenageia, José Marques Casimiro de Abreu, Nascido na fazenda Indaiaçu, em Barra de São João (RJ), cedo abandona os estudos secundários, dedicando-se, por influência paterna, ao comércio. Entre 1853 e 1857, vive em Portugal. Retornando ao Rio de Janeiro, o jovem comerciante leva vida boêmia e publica, com sucesso, seu livro As Primaveras (1859). No ano seguinte, morre tuberculoso. Sua poesia, bastante popular, pouco apresenta de inovador. Conhecido como "o poeta da infância", desdobra-se em lamentos exacerbados sobre a pureza perdida. No poema “Amor e Medo”, sintetiza a insegurança adolescente frente ao sexo, o que levou Mário de Andrade a agrupa os poetas do período sob a denominação de “geração do Amor e Medo”. Certamente quem tem mAis de 40 anos, não se lembra das poesias que tinhamos que decorar para aula de literatura como "Canção do Exilio" e "Meus Oito Anos".
Canção do exílio
Se eu tenho de morrer na flor dos anos
Meu Deus! não seja já;
Eu quero ouvir na laranjeira, à tarde,
Cantar o sabiá!
Meu Deus, eu sinto e tu bem vês que eu morro
Respirando este ar;
Faz que eu viva, Senhor! dá-me de novo
Os gozos do meu lar!
O país estrangeiro mais belezas
Do que a pátria não tem;
E este mundo não vale um só dos beijos
Tão doces duma mãe!
Dá-me os sítios gentis onde eu brincava
Lá na quadra infantil;
Dá que eu veja uma vez o céu da pátria,
O céu do meu Brasil!
Se eu tenho de morrer na flor dos anos
Meu Deus! não seja já!
Eu quero ouvir na laranjeira, à tarde,
Cantar o sabiá!
Quero ver esse céu da minha terra
Tão lindo e tão azul!
E a nuvem cor-de-rosa que passava
Correndo lá do sul!
Quero dormir à sombra dos coqueiros,
As folhas por dossel;
E ver se apanho a borboleta branca,
Que voa no vergel!
Quero sentar-me à beira do riacho
Das tardes ao cair,
E sozinho cismando no crepúsculo
Os sonhos do porvir!
Se eu tenho de morrer na flor dos anos,
Meu Deus! não seja já;
Eu quero ouvir na laranjeira, à tarde,
A voz do sabiá!
Quero morrer cercado dos perfumes
Dum clima tropical,
E sentir, expirando, as harmonias
Do meu berço natal!
Minha campa será entre as mangueiras,
Banhada do luar,
E eu contente dormirei tranqüilo
À sombra do meu lar!
As cachoeiras chorarão sentidas
Porque cedo morri,
E eu sonho no sepulcro os meus amores
Na terra onde nasci!
Se eu tenho de morrer na flor dos anos,
Meu Deus! não seja já;
Eu quero ouvir na laranjeira, à tarde,
Cantar o sabiá!

MEUS OITO ANOS
Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais!
Como são belos os dias
Do despontar da existência!
— Respira a alma inocência
Como perfumes a flor;
O mar é — lago sereno,
O céu — um manto azulado,
O mundo — um sonho dourado,
A vida — um hino d'amor!
Que aurora, que sol, que vida,
Que noites de melodia
Naquela doce alegria,
Naquele ingênuo folgar!
O céu bordado d'estrelas,
A terra de aromas cheia
As ondas beijando a areia
E a lua beijando o mar!
Oh! dias da minha infância!
Oh! meu céu de primavera!
Que doce a vida não era
Nessa risonha manhã!
Em vez das mágoas de agora,
Eu tinha nessas delícias
De minha mãe as carícias
E beijos de minhã irmã!
Livre filho das montanhas,
Eu ia bem satisfeito,
Da camisa aberta o peito,
— Pés descalços, braços nus —
Correndo pelas campinas
A roda das cachoeiras,
Atrás das asas ligeiras
Das borboletas azuis!
Naqueles tempos ditosos
Ia colher as pitangas,
Trepava a tirar as mangas,
Brincava à beira do mar;
Rezava às Ave-Marias,
Achava o céu sempre lindo.
Adormecia sorrindo
E despertava a cantar!
Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
— Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
A sombra das bananeiras
Debaixo dos laranjais!
Homenagem de Perpetual Nigth

17/03/2007
GIBRAN KAHLIL GIBRAN
Seu nome completo é Gibran Kahlil Gibran. Assim assinava em árabe. Em inglês, preferiu a forma reduzida e ligeiramente modificada de Khalil Gibran.1883 - Nasceu em 6 de dezembro, em Bsharri, nas montanhas do Líbano, a uma pequena distância dos cedros milenares.
1894 - Emigra para os Estados Unidos, com a mãe, o irmão Pedro e as duas irmãs Mariana e Sultane. Vão morar em Boston. O pai permanece em Bsharri.
1898/1902 - Vota ao Líbano
1902/1908 - De novo em Boston. Sua mãe e seu irmão morrem em 1903.
1908/1910 - Em Paris. Estuda na Académie Julien.
1905/1920 - Gibran escreve quase que exclusivamente em árabe e publica sete livros.
1918/1931 - Gibran deixa, pouco a pouco, de escrever em árabe e dedica-se ao inglês
1931 - Gibran morre em 10 de abril, no Hospital São Vicente, em Nova York, no decorrer de uma crise pulmonar que o deixara inconsciente.

O LOUCO
Khalil Gibran
Perguntais-me como me tornei louco.
Aconteceu assim:
um dia, muito tempo antes
de muitos deuses terem nascido,
despertei de um sono profundo
e notei que todas as minhas máscaras tinham sido roubadas - as sete máscaras que eu havia confeccionado e usado em sete vidas -e corri sem máscara pelas ruas cheias de gente, gritando:
"Ladrões, ladrões, malditos ladrões!"
Homens e mulheres riram de mim
e alguns correram para casa, com medo de mim e quando cheguei à praça do mercado, um garoto trepado no telhado de uma casa gritou:
"É um louco!".
Olhei para cima, pra vê-lo.
O sol beijou pela primeira vez minha face nua.
Pela primeira vez, o sol beijava minha face nua, e minha alma inflamou-se de amor pelo sol, e não desejei mais minhas máscaras.
E, como num transe, gritei:
"Benditos, bendito os ladrões
que roubaram minhas máscaras!"
Assim me tornei louco.
E encontrei tanto liberdade como segurança em minha loucura: e a segurança de não ser compreendido, pois aquele desigual que nos compreende escraviza alguma coisa em nós.
Sandra Vls

AMOR BASTANTE
quando eu vi
você
tive uma ideia
brilhante
foi como se eu olhasse
de dentro de um diamante
e meu olho ganhasse
mil faces num só intante
basta um instante
e você tem amor bastante
Paulo Liminski
Homenagem de °sonhadora°

MISSÃO
JG de Araújo Jorge
Meus versos terão cumprido a sua missão
se puderem ser pedra e areia
servirem de barricada.
Se puderem ser o hino, quando o desânimo
se levantar como a poeira dos escombros.
Se puderem permanecer no alto, como a bandeira
rasgada e irreconhecível, mas tremulando.
Terão cumprido a sua missão
se na hora em que precisarem deles
não negarem fogo como a boa arma,
se outros puderem ouvi-lo, como o esperanto,
depois da vitória do homem e da vitória do povo.
(Poesia de JG de Araújo Jorge)
Homenagem de °sonhadora°
HILDA HILST
Um poeta brasileira de Jaú - SP
21.04.1930 - 04.02.2004
"E isso é tanto, que o teu ouro não compra,
E tão raro, que o mínimo pedaço, de tão vasto
Não cabe no meu canto
Colada à tua boca a minha desordem.
O meu vasto querer.
O incompossível se fazendo ordem.
Colada à tua boca, mas
escomedida
Árdua
Construtor de ilusões examino-te
ôfrega
Como se fosses morrer colado à
minha boca.
Como se fosse nascer
E tu fosses o dia magnânimo
Eu te sorvo extremada à luz do
amanhecer."
« §mi£ë »

17/03/2007
De Glorinha):
Minha homenagem a Cecília Meireles.

Canção Minima
No mistério do Sem-Fim,
equilibra-se um planeta.
E, no planeta, um jardim,
e, no jardim, um canteiro;
no canteiro, uma violeta,
e, sobre ela, o dia inteiro,
entre o planeta e o Sem-Fim,
a asa de uma borboleta
(Cecília Meireles)
Amigas lindas
Boa tarde pra todas.
Eu aqui novamente para prestar homenagem ao meu poeta maior, Mário Quintana.
Por favor, gostaria muito de homenagea-lo e tbem a vcs pelo brilhante trabalho desempenhado em prol da poesia.
Um beijo grande, AnnaTerra©/RS

Quem Ama Inventa
Quem ama inventa as coisas a que ama...
Talvez chegaste quando eu te sonhava.
Então de súbito acendeu-se a chama!
Era a brasa dormida que acordava...
E era um revôo sobre a ruinaria,
No ar atônito bimbalhavam sinos,
Tangidos por uns anjos peregrinos
Cujo dom é fazer ressurreições...
Um ritmo divino? Oh! Simplesmente
O palpitar de nossos corações
Batendo juntos e festivamente,
Ou sozinhos, num ritmo tristonho...
Ó! meu pobre, meu grande amor distante,
Nem sabes tu o bem que faz à gente
Haver sonhado... e ter vivido o sonho!
Não poderia deixar de homenagear aqui a primeira homenageada do Noites Sem Fim...

Florbela Espanca, de todas as poetisas a que mais me encanta e comove. (...)Com a sua personalidade de uma riqueza interior excepcional, escreveu os seus versos com uma perturbação ardente, revelando um erotismo feminino transcendido, pondo a nu a intimidade da mulher, dando novos rumos à consciência literária nascida de vivências femininas. A sua Poesia é de uma imensa intensidade lírica e profundo erotismo. Cultivou exacerbadamente a paixão, com voz marcadamente feminina sem que alguns críticos não deixem de lhe encontrar, por isso mesmo, um "dom-joanismo no feminino". O sofrimento, a solidão, o desencanto, aliados a imensa ternura e a um desejo de felicidade e plenitude que só poderão ser alcançados no absoluto, no infinito, constituem a temática veiculada pela veemência passional da sua linguagem. Transbordando a convulsão interior da poetisa pela natureza, a paisagem da charneca alentejana está presente em muitas das suas imagens e poemas.(...)*

DESEJOS VÃOS
Eu queria ser o Mar de altivo porte
Que ri e canta, a vastidão imensa!
Eu queria ser a Pedra que não pensa,
A pedra do caminho, rude e forte!
Eu queria ser o sol, a luz intensa
O bem do que é humilde e não tem sorte!
Eu queria ser a árvore tosca e densa
Que ri do mundo vão é até da morte!
Mas o mar também chora de tristeza...
As árvores também, como quem reza,
Abrem, aos céus, os braços, como um crente!
E o sol altivo e forte, ao fim de um dia,
Tem lágrimas de sangue na agonia!
E as pedras... essas... pisa-as toda a gente!...
Fonte: http://www.mulheres-ps20.ipp.pt/Florb-Espanca.htm
por ÞerÞetµal nigth
Não poderia deixar de homenagear meu poeta preferido...
°sonhadora°
O biógrafo de Vinicius, José Castello, autor do excelente livro "Vinicius de Moraes" : o Poeta da Paixão - uma biografia" nos diz que o poeta foi um homem que viveu para se ultrapassar e para se desmentir. Para se entregar totalmente e fugir, depois, em definitivo. Para jogar, enfim, com as ilusões e com a credulidade, por saber que a vida nada mais é que uma forma encarnada de ficção. Foi, antes de tudo, um apaixonado — e a paixão, sabemos desde os gregos, é o terreno do indomável. Daí porque fazer sua biografia era obra ingrata. Dele disse Carlos Drummond de Andrade: "Vinicius é o único poeta brasileiro que ousou viver sob o signo da paixão. Quer dizer, da poesia em estado natural". "Eu queria ter sido Vinicius de Moraes". Otto Lara Resende assim o definiu: "Manuel Bandeira viveu e morreu com as raízes enterradas no Recife. João Cabral continua ligado à cana-de-açúcar. Drummond nunca deixou de ser mineiro. Vinicius é um poeta em paz com a sua cidade, o Rio. É o único poeta carioca". Mas ele dizia nada mais ser que "um labirinto em busca de uma saída". O que torna Vinicius um grande poeta é a percepção do lado obscuro do homem. E a coragem de enfrentá-lo. Parte, desde o princípio, dos temas fundamentais: o mistério, a paixão e a morte. Quando deixa a poesia em segundo plano para se tornar show-man da MPB, para viver nove casamentos, para atravessar a vida viajando, Vinicius está exercendo, mais que nunca, o poder que Drummond descreve, sem conseguir dissimular sua imensa inveja: "Foi o único de nós que teve a vida de poeta".
POEMA ENJOADINHO
Filhos...Filhos?
Melhor não tê-los!
Mas se não os temos
Como sabê-lo?
Se não os temos
Que de consulta
Quanto silêncio
Como o queremos!
Banho de mar
Diz que é um porrete...
Cônjuge voa
Transpõe o espaço
Engole água
Fica salgada
Se iodifica
Depois, que boa
Que morenaço
Que a esposa fica!
Resultado: filho.
E então começa
A aporrinhação:
Cocô está branco
Cocô está preto
Bebe amoníaco
Comeu botão.
Filho? Filhos
Melhor não tê-los
Noites de insônia
Cãs prematuras
Prantos convulsos
Meu Deus, salvai-o!
Filhos são o demo
Melhor não tê-los...
Mas se não os temos
Como sabê-los?
Como saber
Que macieza
Nos seus cabelos
Que cheiro morno
Na sua carne
Que gosto doce
Na sua boca!
Chupam gilete
Bebem xampu
Ateiam fogo
No quarteirão
Porém, que coisa
Que coisa louca
Que coisa linda
Que os filhos são!
(Antologia Poética)
Paulo Leminski
Não poderia também deixar de homenagear o poeta daqui da minha terra. *1944, Curitiba, Paraná, 24 de agosto, nascimento de Paulo Leminski Filho. Filho de Paulo Leminski e Áurea Pereira Mendes Leminski. *1970/1989, Curitiba, Paraná, redator de publicidade. Músico e letrista. Canções gravas por Caetano, A Cor do Som. *1975, Curitiba, PR, publicação de Catatau, um romance experimental. *1984/1986, Curitiba, PR, tradutor de Alfred Jarry, James Joyce, John Fante, John Lennon, Samuel Becktett e Yukio Mishima.*1986, São Paulo, SP, publicação do livro infanto-juvenil Guerra dentro da gente. *1989 – Curitiba, PR, 07 de junho: morte.
Paulo Leminski foi um estudioso da língua e cultura japonesas e publicou em 1983 uma biografia de Bashô. Sua obra tem exercido marcante influência em todos os movimentos poéticos dos últimos 20 anos.
°sonhadora°

"É isto. tua poesia inesperada. palavra
cáustica, achada e fervida nas águas
do planeta palavrarte . chá de semântica.
chão e tempero. mãos. xiz. conhaques,
taxis. bashô nas nuvens cinzas de curitiba.
alguma coisa nas entrelinhas, não fosse
tanto. súbito a palavra, essa poesia."
17/03/2007
Minha homenagem a uma amiga linda e muito querida: Ester K. Vive na Lua, embora insista em pousar em SP. Sua maior paixão? A vida. Como se define? Reservada, tímida e contraditoriamente, falante. Considerada umas das melhores poetisas da nossa rede de internet. Sua poesia faz-se melodiosa e toma formas. Coloca no papel sentimentos reais e vividos. Não deixa morrer a esperança e numa entrega, própria de grandes almas, plenifica-se no amor absoluto e verdadeiro. Enxuga o pranto, escondendo-se nas lágrimas vertidas e extravasa em versos profundos e carregados de emoção.
Ester é sonho, esperança, amor. Ester enternece. É poesia!

Apaixonada
Plantava sonhos na grama,
das nuvens caminhante;
ao tecer forma e trama
colhia memórias - errantes...
Chorava sorrisos,
silêncios gritava;
olhar esquivo,
origem buscava...
Em breve pausa no caminho,
de tanto acompanhar destinos,
encontrou afinal o seu ninho
adubando seu sonho-menino...
Construiu pontes,
castelos desfez.
Despiu-se do antes,
pulou um mês...
Sabendo-se novamente inteira,
voltou-lhe a memória, do nada...
Retomou a caminhada, certeira,
novamente pela vida
Apaixonada...
Liz
Não podemos deixar de homenagear o poeta e amigo de todos: Manoel Denys (Tonto)
LINDA MANHÃ
Ela que nunca falta, sempre se desperta com o sol, sempre se faz presente, e traz contigo a cantiga dos pássaros, o cheiro das flores desabrochando, sei que leva também a beleza clara da lua, nossa cúmplice de lindos momentos, bela manhã que se transforma em simples e pequenos seres com sede do novo, da realização dos sonhos, do doce da vida.
Manoel Denys (tonto)
Homenagem de Sandra VLS